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quarta-feira, 11 de julho de 2012

ANVISA proíbe DMAA no Brasil.

Boa tarde pessoal,

Há um bom tempo venho debatendo o assunto suplementos alimentares aqui no blog, e muitas vezes sou mau interpretado por vários leitores que me enxergam com um anti-suplementos, principalmente dos importados.
Sempre tive o interesse de entender os suplementos à fundo, e pra mim, não é por que eu não utilizei comigo determinado produto que eu não sei nada sobre ele. Já imaginou se fosse assim, pra conhecer a potência e os efeitos da cocaína as pessoas tivessem que usá-la? Os estudos e os relatos ao redor dela não seriam corretos?

Eu uso vários suplementos que me chegam e vários que ainda nem escrevi sobre. Mas antes de qualquer coisa, eu avalio os riscos.

Há quanto tempo venho alertando sobre os riscos de usar aqueles suplementos contendo o DMAA? Tem um bom tempo. Muita gente ficou com raiva de eu alertar e faltaram cuspir na minha cara. Como disse anteriormente, eu nunca disse pra ninguem deixar de usar o suplemento X ou Y, mas que tivesse critério e pesassem os riscos se valeria a pena.

Bom, hoje eu tenho minha consciência muito tranquila em relação às análises que eu fiz, e a prova disso é que a ANVISA proibiu o uso, comércio, transporte, etc, de todo e qualquer produto contendo DMAA, mesmo que para uso pessoal.

Será que eu estava tão errado assim? Será que quem falava as coisas sem noção da realidade era eu mesmo ou vários que leram minhas palavras e não concordaram com elas?
Agora vos pergunto: QUEM É O ERRADO DA ESTÓRIA?

Abaixo segue a transcrição da matéria publicada no site da ANVISA:

Anvisa alerta para risco de consumo de suplemento alimentar
10 de julho de 2012 - Danilo Molina - Imprensa/Anvisa
 
O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).
De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.  Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.
“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.
Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas  para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.

DMAA
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.
Essa substância,  que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.
“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir  estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.
Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros.

Importados
A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa. Entretanto, esses suplementos não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proscritas no país, como é o caso do DMAA.
Cada país controla esses produtos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada desses suplementos no mercado.  “Os consumidores devem estar atentos e checar se esses suplementos foram avaliados por autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento”, orienta o diretor da Anvisa.

Brasil
No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos já relatados. Além disso, precisam ser registrados junto à Anvisa antes de serem comercializados.
De acordo com o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas. “Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo”, alerta Álvares.
Confira aqui o alerta da Anvisa sobre o caso

Dicas para identificar suplementos que não estão regularizados no Brasil
- Promessas milagrosas e de ação rápida, como “Perca 5 kg em 1 semana!”;
- Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, de celulite, melhora da pele etc.
- Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrites, emagrecimento, etc.
- Uso de imagens e ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas;
- Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira;
- Uso de fotos de pessoas hiper-musculosas ou que façam alusão à perda de peso;
- Uso de panfletos e folderes para divulgar as alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização;
- Comercializados em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor.

Recomendações aos consumidores
Se você usa ou tem intenção de usar “suplementos alimentares”, a Anvisa recomenda:
- Solicite auxílio de seu nutricionista ou médico para a identificação de produtos seguros e regularizados junto à Anvisa;
- Desconfie se o produto for “bom demais para ser verdade”! Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável;
- Consumidores que adquiriram produtos que contém DMAA na composição devem buscar orientação junto à autoridade sanitária local sobre a destinação adequada dos mesmos;
- Mais informações podem ser obtidas junto à Central de Atendimento da Anvisa: 0800 642 9782


sábado, 9 de junho de 2012

OxyElite e seus irmãos serão proibidos nos EUA?

Diariamente eu recebo centenas de e-mails e comentários em relação a alguns posts que escrevi sobre alguns suplementos. Não tenho nem como responder a todos, tamanha a quantidade. São pessoas de todos os tipos que desejam tirar dúvidas, me xingam, me elogiam, me agradecem, me questionam, e por aí vai. 

Acho que consegui atingir o objetivo principal quando comecei a escrever, pois desde o início minha ideia não era criticar negativamente os suplementos, mas divulgar minha opinião sobre eles depois de avaliar suas possibilidades, sejam elas boas ou ruins, pois se considerarmos apenas as informações dadas pelo marketing das empresas que os produzem e, principalmente, daqueles que os vendem, somos bombardeados por grandes benefícios e ganhos e não se menciona nenhum tipo de problema. Parecem suplementos “perfeitos”. 

A grande maioria das pessoas querem atingir seus objetivos o mais rápido e, esta ansiedade por resultados as tornam presas fáceis. Eu não sou contra o uso de suplementos, nem mesmo falo pra não se usar, apenas gosto de avaliar se realmente este, ou aquele, produto farão somente o efeito que se propõe ou irão causar algo mais aos meus pacientes que eles, ou eu mesmo, não estão esperando.
Os posts mais visitados, e que mais me são questionados, são os que fiz sobre o OxyElite e Lipo 6 Black. Pra mim, o grande problema desses produtos são por conta do DMAA ou 1,3-Dimethylamylamine. Este é o principal ingrediente ativo contido neles, e é projetado para dar ao usuário a sensação de intensidade do treino aumentada, foco, e outros efeitos associados a altos níveis de adrenalina, mas também causam vários efeitos colaterais como: dores de cabeça, tremores, delírio, depressão, desidratação, suores excessivos, aumento da pressão arterial, palpitações cardíacas, etc.

Os fabricantes alegam que DMAA é um óleo extraído da planta gerânio e, por isso, está atualmente classificada como um aditivo alimentar, que não requer a aprovação pela FDA para ser vendido no mercado americano. Acontece que a United Natural Products Alliance (UNPA) alega que os fabricantes de suplementos não devem rotular DMAA como óleo de gerânio, ou como qualquer outra parte da planta gerânio, pelo fato de existir apenas um estudo dizendo que DMAA é um constituinte natural do óleo de gerânio. Este estudo é questionável e é repetidamente utilizado como referência aos fabricantes de suplementos. Já American Herbal Products Association (AHPA) aceita a possibilidade de óleo de gerânio conter DMAA, mas recentemente exige que seus membros não rotulem DMAA como óleo de gerânio ou como qualquer outra parte da planta gerânio. O estudo é este: Ping, Z.; Jun, Q. & Qing, L. (1996), ‘A Study on the Chemical Constituents of Geranium Oil, Journal of Guizhou Institute of Technology 25 (1): 82–85.

DMAA pode aparecer nos rótulos dos produtos sob muitos nomes, como:  Geranamine; geranium oil, extract, or any part of the geranium plant; 1,3-Dimethylamylamine; 1,3-dimethylpentylamine; methylhexaneamine (MHA); methylhexanamine; methylhexamine; 4-methyl-2-hexanamine; 2-amino-4-methylhexane. E diversos são os produtos no mercado que utilizam do DMAA em suas fórmulas, como por exemplo:  USPlabs Jack3d, USPlabs Oxy Elite Pro, NutrexLipo 6 Black Caps (his e hers), Nutrex Lipo 6 Black Ultra Concentrated (his e hers), Nutrex Hemo Rage Black Powder,  IsatoriPWR, Muscletech Neurocore, Muscletech Hydroxystim, Fahrenheit Nutrition LeanEFX, Muscle Warfare Napalm, All American Efx K-Otic, SNI Nitric Blast, SEI MethylHex, GNC Grenade.

Após a morte de dois soldados na mesma base no sudoeste americano, o Departamento de Defesa dos EUA proibiu a venda, e uso, de DMAA e produtos que contenham DMAA em bases militares. Os dois soldados que morreram sofreram ataques cardíacos fatais. O primeiro foi um rapaz de 22 anos que entrou em colapso durante um treino O segundo tinha 32 anos e entrou em colapso durante um teste de aptidão física, vindo a falecer um mês depois no hospital. Ambos tinham DMAA na corrente sanguínea e estavam participando de testes físicos difíceis e de alta resistência. Estes fatos recentes levaram a FDA a avaliar melhor alguns produtos e esta encaminhou à dez fabricantes de suplementos uma carta de advertência.

Quando o congresso americano definiu a política americana para suplementos alimentares, definiu-se como regra que qualquer ingrediente presente em suplementos a partir de 1994 deve apresentar um NDI. Uma documento contendo provas de segurança relativas ao uso deste ingrediente. Nas cartas enviadas pelo FDA, a organização deixa claro que DMAA não apresenta NDI, sendo estes produtos, até que se apresente provas de segurança, ilegais.

Após inúmeros relatos de efeitos colaterais graves, DMAA foi banido na Nova Zelândia e na Austrália, foi proibido pela U.S. Anti-Doping Agency, pela UEFA , pela WADA e está suspenso até segunda ordem pela FDA. Pelo visto seu banimento nos Estados Unidos é questão de tempo.

Por isso é preciso avaliar os riscos. Antes de começar a utilizar qualquer produto que seja, avaliem as possibilidades. Não utilizem baseando-se apenas nos benefícios ou nas boas experiências. Podem haver situações para as quais não estamos atentos. Estes produtos inegavelmente são capazes de reduzir a gordura corporal, mas seu uso deve ser muito criterioso e nem todos podem usá-lo. Eles são perigosos pra muitos e muita pesquisa ainda necessita ser realizada. Pra mim não vale o risco. Não há segurança. 

Os resultados de muitos que me xingam podem ter sido ótimos, perderam quilos e mais quilos de gordura. Ótimo. Fico feliz que vocês não tiveram nenhum efeito negativo, mas saibam que não são apenas vocês que me mandam mensagens, muita gente quer mais informação, pois passaram muito mal e tiveram medo de continuar o uso e ter algo pior. Talvez até mais gente que os que tiveram bons resultados. 

Vou aproveitar e responder uma pergunta que muito me é feita pelas pessoas. Qual termogênico eu recomendo. A resposta é: disciplina alimentar e treino vigoroso. Não adianta querer queimar etapas, não vai dar resultado se não comer correto e treinar forte. Só assim vocês vão ter reais resultados e que vão durar muito tempo. 

Lembrem-se “Só os fracos buscam atalhos”.

Referências:
FDA. FDA challenges marketing of DMAA products for lack of safety evidence. April 27, 2012. Disponível em: <http://goo.gl/1VUtX>
UEFA. Circular - Lista de substâncias proibidas pela AMAD 2012. Disponível em: <http://goo.gl/6CJqY>
AUSTRALIAN GOVERMENT. OxyELITE Pro capsules (often promoted as Oxy Elite Pro capsules). Department of Health and Ageing. Therapeutic Goods Administration. 2011. Disponível em: <http://goo.gl/CDuVC>
C. A. CLARK. Texas OxyElite Pro Lawyer. 2012. Disponível em: <http://goo.gl/pJRp8>
T. J. TRITTEN. FDA orders halt to sale of products containing DMAA. Stars and Stripes, 2012. Disponível em: <http://goo.gl/jRnMh>
THE NEW YORK TIMES. Army Studies Workout Supplements After 2 Deaths. 2012. Disponível em <http://goo.gl/TLZfp>
N. SINGER, P. LATTMAN, F.D.A. Sends Warning Letters to 10 Marketers of ‘Workout Boosters’. The New York Times, 2012. Disponível em <http://goo.gl/mR2I2>
SCHMIDT & CLARK. DMAA Crackdown May Impact GNC’s Stock Price. 2012. Disponível em <http://goo.gl/GPNLO>
SCHMIDT & CLARK. DMAA (dimethylamylamine) Lawsuit. 2012. Disponível em <http://goo.gl/ylZ2h>
SCHMIDT & CLARK. OxyElite Pro Lawsuit. 2012. Disponível em <http://goo.gl/TQLLQ>
THE SCHMIDT FIRM. FDA Sends Warning Letters to 10 DMAA Manufacturers. 2012. Disponível em <http://goo.gl/wMCcM>
THE SCHMIDT FIRM. Harvard Researcher Advocates DMAA Ban. 2012. Disponível em <http://goo.gl/w7FUw>
THE SCHMIDT FIRM. Harvard Researcher Advocates DMAA Ban. 2012. Disponível em <http://goo.gl/w7FUw>

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ativação do Tecido Adiposo Marrom

O tecido adiposo é constituído basicamente por dois tipos de celulas: as que formam o tecido adiposo unilocular constituído por adipócitos brancos, e o multilocular constituído por adipócitos marrons. Segundo Velloso, o tecido adiposo marrom é um tecido altamente especializado que regula o gasto energético através de um processo denominado termogênese adaptativa. Anteriormente pensava-se que este tipo de tecido estivesse presente em humanos apenas até a primeira infância, mas pesquisas recentes o identificaram em humanos adultos saudáveis, trazendo novas perspectivas futuras em tratamentos da obesidade.
O adipócito branco, tem como uma de suas funções o armazenamento de triglicerídeos, chegado a armazenar mais de 80% de seu volume inicial. Este tecido possui uma gama de funções no organismo como: proteção mecânica, isolamento térmico, produção de diversos hormônios e ser o nosso principal estoque de energia, suprindo as necessidades do organismo em momentos de carência energética atravez de um processo chamado lipólise. Este tecido possui também as chamadas “células tronco”, capazes de gerar novos adipócitos ou outros tipos de células do corpo e, por isso, tem sido bastante estudado atualmente.

O tecido adiposo marrom é uma forma termogênica de tecido adiposo composto por ADIPÓCITOS MARRONS. A gordura marrom é ricamente vascularizada, inervada e densamente envolvida por MITOCÔNDRIAS que podem gerar calor diretamente dos lipídeos armazenados, ou seja, possui todo o maquinário necessário para “derreter gordura”.

No ultimo dia 11 de maio, cientistas da Universidade de Cambridge, identificaram uma proteína que regula a ativação do tecido adiposo marrom no cérebro e nos tecidos do corpo. Esta proteína, conhecida pela sigla BMP8B, segundo a pesquisa, pareceu ser muito específica na regulação do calor produzido pelo tecido adiposo marrom, tornando-se um mecanismo melhor para novas terapias que outros recursos como o hormônio da tireóide, por exemplo, visto que ele têm efeitos importantes em outros órgãos também.

Os experimentos mostraram que ratos que não possuiam a proteína BMP8B apresentaram mais dificuldade para manter sua temperatura corporal normal. Eles também se tornaram muito mais obesos do que os ratos normais. Além disso, quando os pesquisadores trataram células de gordura marrom com BMP8B elas reagiram mais fortemente a ativação pelo sistema nervoso. E, quando BMP8B foi administrada em partes específicas do cérebro houve um aumento da ativação de tecido adiposo marrom. O resultado foi que e os ratos que receberam BMP8B queimaram mais gordura e perderam peso.

Uma das principais características dos métodos atuais de perda de peso é o fato de se perder muito peso no início, e depois chegar a um platô, apesar de continuar a seguindo corretamente a dieta. Isso ocorre porque o corpo humano é incrivelmente bom em compensar as mudanças metabólicas. No caso em questão, ele pode diminui sua taxa metabólica para compensar. Assim, um modo de aumentar a atividade da gordura marrom poderia potencialmente ser usada em conjunto com as estratégias atuais de perda de peso ajudando a evitar a queda da taxa metabólica do indivíduo.

Agora resta-nos aguardar o andamento das pesquisas neste campo para termos novas esperanças em tratamentos como a obesidade e diabetes tipo 2. Será que BMP8B será tão efetiva em humanos quanto foi no ratos?

Até mais.

Referências:
A. J. WHITTLE, S. CAROBBIO, L. MARTINS, M. SLAWIK, E. HONDARES, M. J. VÁZQUEZ, D. MORGAN, R. I. CSIKASZ, R. GALLEGO, S. RODRIGUEZ-CUENCA, M. DALE, S. VIRTUE, F. VILLARROYA, B. CANNON, K. RAHMOUNI, M. LÓPEZ, A. VIDAL-PUIG. BMP8B Increases Brown Adipose Tissue Thermogenesis through Both Central and Peripheral Actions. Cell, 2012. Disponível em: < http://www.cell.com/retrieve/pii/S0092867412005077>
R. C. B. CASTRO Qual a diferença entre tecido adiposo branco e marrom? Nutritotal, 2010. Disponível em: < http://goo.gl/rWNXs >
C. P.M.S. OLIVEIRA Gordura marrom ("brown-fat"), Revista de Nutrição e Saúde, Oligoelementos
Nov/Dez-1999. Disponível em: < http://goo.gl/HwFUE >

L. A. VELLOSO O tecido adiposo marrom em humanos - conexões funcionais com o hipotálamo. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Faculdade de Ciências Médicas. 2012. Disponível em: < http://goo.gl/4mDl1>
M. H. Fonseca-Alaniz, J. Takada, M. I. C. Alonso-Vale, F. B. Lima. O tecido adiposo como órgão endócrino: da teoria à prática. J. pediatr. 2007. Disponível em: < http://goo.gl/vrzy7 >

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